Gabriella Bueno • 20 de outubro de 2025

O que é o zumbido no ouvido?

O zumbido no ouvido, é a percepção de sons que não têm uma fonte externa real. Pode se manifestar como um apito, chiado, assobio, estalo ou até mesmo como o som do mar dentro do ouvido.


Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial já tenha experimentado o zumbido em algum momento da vida. Embora muitas vezes seja passageiro, em alguns casos pode se tornar persistente e causar grande impacto na qualidade de vida.


Principais causas do zumbido

O zumbido não é uma doença em si, mas sim um sintoma associado a diferentes condições. Entre as causas mais comuns estão:

  • Exposição a sons intensos (shows, uso de fones de ouvido em volume alto, ruído ocupacional).
  • Acúmulo de cera no ouvido.
  • Alterações auditivas ligadas à idade (presbiacusia).
  • Infecções no ouvido ou problemas no ouvido médio.
  • Estresse e ansiedade, que podem intensificar a percepção do sintoma.

Em alguns casos, o zumbido também pode estar relacionado a perda auditiva, sendo um sinal de alerta importante.


Impactos na vida diária

Embora o zumbido nem sempre seja grave, quando se torna constante pode gerar:

  • Dificuldade de concentração.
  • Problemas para dormir.
  • Estresse e irritabilidade.
  • Ansiedade e até sintomas depressivos.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar ajuda médica quando o zumbido é frequente ou constante, quando está associado a perda auditiva súbita ou progressiva, quando vem acompanhado de tontura, vertigem ou dor de ouvido ou se estiver atrapalhando o sono, a concentração ou o bem-estar emocional.


Nesses casos, o médico otorrinolaringologista é o profissional responsável por investigar as causas e solicitar exames complementares.


O papel da fonoaudiologia no cuidado ao paciente com zumbido

Em muitos casos, após a avaliação médica, a fonoaudióloga participa do processo de tratamento e acompanhamento, especialmente quando o zumbido está associado a perda auditiva.


Algumas abordagens utilizadas incluem:

  • Adaptação de aparelhos auditivos, que ajudam a reduzir a percepção do zumbido.
  • Terapias sonoras, que utilizam sons externos para mascarar ou suavizar o sintoma.
  • Orientações personalizadas para o dia a dia, como evitar ruídos excessivos ou controlar o estresse.

Próximos passos para quem convive com o zumbido

  1. Agende uma consulta médica para identificar a causa do sintoma.
  2. Realize os exames auditivos recomendados.
  3. Caso indicado, procure uma fonoaudióloga para avaliar as soluções auditivas mais adequadas.
  4. Lembre-se: cada caso é único, e o tratamento deve ser individualizado.

Conclusão

O zumbido no ouvido pode parecer um incômodo simples, mas pode ser o sinal de algo mais sério. Procurar ajuda especializada é fundamental para entender a causa e encontrar soluções que devolvam qualidade de vida.



Na Auris, nossa equipe está pronta para te acolher após a indicação médica, oferecendo acompanhamento próximo, tecnologia de ponta e suporte humanizado em cada etapa da sua jornada auditiva.



Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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