Jaque Amblard • 2 de julho de 2025

O impacto da exclusão sonora na saúde emocional

A exclusão sonora acontece quando alguém deixa de acompanhar conversas, evita reuniões ou se sente deslocado em um grupo. Pode parecer um detalhe pequeno à primeira vista. Mas, na realidade, esse distanciamento tem efeitos profundos e comprovados na saúde emocional.

1. Isolamento social e sensação de solidão

Pesquisas mostram que a perda auditiva está fortemente associada ao isolamento social e à solidão, especialmente entre idosos. Estudo da Otolaryngology Head Neck Surgery revelou que pessoas com perda auditiva têm risco significativamente maior de se sentirem solitárias, o que pode levar ao afastamento até mesmo de amigos e familiares. Outro estudo da Frontiers in Aging Neuroscience identificou que a perda auditiva, especialmente quando não tratada, está ligada à “solidão emocional”, que afeta profundamente a saúde mental .

2. Aumento do estresse, ansiedade e depressão

A exclusão sonora gera esforços constantes para acompanhar conversas e, quando isso não resolve, o resultado pode ser frustrante. Estudos observacionais, como as pesquisas na Austrália sobre adultos com 50+ anos, mostram que a falta de tratamento para a perda auditiva aumenta significativamente sintomas de ansiedade e depressão. Em países como a China, foi observado que idosos com audição prejudicada apresentam níveis maiores de stress e solidão.

3. Impacto na autoestima e no sentimento de exclusão

Sentir que você “não está mais por dentro das conversas” pode impactar diretamente a autoestima. Um estudo em Lahore, mostrou associação entre perda auditiva severa e exclusão social. 

4. Comprometimento cognitivo: efeito cascata

Além dos impactos emocionais, o isolamento e o esforço constante para entender falas podem sobrecarregar o cérebro. Isso está associado a aumentos de atividade, falhas de atenção e possível aceleração do declínio cognitivo. Cientistas apontam a exclusão sonora como um fator chave no desenvolvimento de condições como demência, inclusive influenciando até 32% dos casos em idosos.

5. Dificuldades no suporte social e relacional

A perda auditiva não afeta apenas o indivíduo, mas também aqueles ao seu redor. Muitos comunicadores sentem o peso da dificuldade de interagir com alguém que não escuta bem. A exclusão sonora pode causar desgaste emocional no parceiro e nos familiares.

Por que agir com empatia faz diferença

Tudo isso reforça: a exclusão sonora não é apenas uma limitação física — é um elemento de saúde emocional que merece atenção. Reconhecer e tratar essa condição pode:

  • Reduzir sintomas de ansiedade e depressão
  • Diminuir a sensação de solidão
  • Melhorar a autoestima e o bem‑estar emocional
  • Aliviar a sobrecarga cognitiva

Reaproximar relações familiares e sociais

O que a Auris oferece para apoiar essa jornada

A Auris entende que ouvir bem é também sentir-se parte, estar conectado e emocionalmente acolhido. Por isso, oferecemos:

  • Avaliação auditiva gratuita para identificar suas necessidades
  • 
  • Aparelhos discretos e tecnológicos, com filtros contra ruído
  • Atendimento humanizado, dando suporte emocional desde o início
  • Acompanhamento contínuo, para que cada passo seja confortável

Reconectar-se com o mundo que faz parte de você

A exclusão sonora pode se instalar aos poucos, quase como um silêncio inesperado em casa. Mas ela não precisa ser permanente. Com reconhecimento, cuidado e tecnologia, é possível restaurar conexões, emoções e qualidade de vida.

Se percebeu sinais de que não está escutando tão bem como antes, ou se alguém próximo está enfrentando isso, procure um médico e agende uma consulta gratuita na Auris. Aqui, você encontra acolhimento, clareza e a chance de se reconectar com o outro e consigo mesmo.

Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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