Jaque Amblard • 9 de setembro de 2025

A importância do apoio da família na adaptação auditiva

O poder da presença

A jornada de adaptação aos aparelhos auditivos vai muito além da tecnologia. Envolve emoções, hábitos e, sobretudo, relações. Estudos indicam que o apoio da família influencia diretamente o sucesso da adesão ao uso dos aparelhos. Quando há companheirismo e acolhimento, o paciente sente-se mais confiante para enfrentar o processo.

Diálogo faz toda diferença

Pesquisas sobre o modelo de cuidado centrado na família mostram que envolver familiares nas consultas e no planejamento auditivo aumenta significativamente não só a adesão ao tratamento, mas também a satisfação e a qualidade de vida de todos. A presença de filhos, parceiros e amigos proporcionam um apoio emocional constante, reduzem tensões e facilitam o uso diário do aparelho.


Apoio prático no dia a dia

Pequenos gestos fazem a diferença. Propor ambientes favoráveis à comunicação, como conversar em locais silenciosos, certificar-se de que todos estão de frente e com boa iluminação... são atitudes que ajudam muito. Criar um plano de atenção em família por exemplo, acordar junto para os cuidados do aparelho, lembrar de colocá-lo para carregar ou agendar visitas de acompanhamento também contribui para o conforto e bem-estar.

O processo de adaptação em família

1. Reconhecimento e acolhimento

Aceitar que há uma dificuldade auditiva e que buscar ajuda é um gesto de amor consigo mesmo e com quem está ao redor.


2. Avaliação médica

O médico especialista avalia o grau de perda e indica a necessidade do uso de aparelho auditivo.


3. Apoio contínuo da família

A partir do uso do aparelho, a família participa com incentivo, observações construtivas e feedback prático.


4. Teste com acompanhamento técnico

Depois da indicação médica, a Auris oferece um teste gratuito de 30 dias, com suporte contínuo. Nesse processo, o olhar atento da família  nos desafios, nos progressos, no dia a dia é essencial.



5. Caminho compartilhado

Mais do que ouvir melhor, trata-se de retomar a conexão, aliviar o isolamento e redescobrir a alegria das conversas e dos momentos a dois, em família.

Ouvir é um processo coletivo

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Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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