Gabriella Bueno • 12 de junho de 2025

O que é apneia do sono e como identificá-la

Você acorda cansado, mesmo após uma noite inteira de sono? Recebe comentários frequentes sobre roncos altos ou pausas na respiração durante a noite? Esses podem ser sinais de apneia do sono, um distúrbio respiratório que afeta milhões de pessoas e pode comprometer seriamente a qualidade de vida.

​Neste artigo, vamos explicar o que é a apneia do sono, seus principais sintomas, fatores de risco e como é feito o diagnóstico.

O que é apneia do sono?

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Essas pausas podem durar de 10 segundos a vários minutos e ocorrem diversas vezes por hora, prejudicando a oxigenação do corpo e a qualidade do sono. Existem três tipos principais:



  • Apneia obstrutiva do sono (AOS): a forma mais comum, causada pelo relaxamento dos músculos da garganta que bloqueiam as vias aéreas superiores.

  • Apneia central do sono: menos comum, ocorre quando o cérebro não envia sinais adequados aos músculos responsáveis pela respiração.

  • Apneia mista: combinação das formas obstrutiva e central.​

A apneia do sono pode levar a sonolência diurna excessiva, dificuldades de concentração, irritabilidade e aumentar o risco de problemas cardiovasculares. 

Principais sintomas

Os sintomas da apneia do sono podem variar, mas os mais comuns incluem: ronco alto e frequente, geralmente notado por parceiros de cama.​

  • Pausas na respiração durante o sono;
  • Acordar com sensação de sufocamento ou engasgo;
  • Sonolência excessiva durante o dia, mesmo após uma noite aparentemente completa de sono;
  • Dificuldade de concentração e memória;
  • Irritabilidade e mudanças de humor;
  • Dor de cabeça matinal;
  • Boca seca ou dor de garganta ao acordar; e​
  • Necessidade frequente de urinar à noite.​

Esses sintomas podem ser confundidos com outras condições, por isso é importante buscar avaliação médica para um diagnóstico preciso. ​


Fatores de risco

Algumas pessoas têm maior predisposição a desenvolver apneia do sono. Os principais fatores de risco incluem:​


  • Excesso de peso: a obesidade aumenta o risco de obstrução das vias aéreas.​
  • Idade avançada: a apneia é mais comum em adultos mais velhos.​
  • Sexo masculino: homens têm maior propensão a desenvolver apneia do sono.​
  • Histórico familiar: genética pode influenciar.​
  • Consumo de álcool e sedativos: relaxam os músculos da garganta.​
  • Fumar: aumenta a inflamação e retenção de líquidos nas vias aéreas.​
  • Anomalias anatômicas: como amígdalas aumentadas ou desvio de septo nasal.



Identificar esses fatores pode ajudar na prevenção e no tratamento adequado da apneia do sono. ​


Diagnóstico

O diagnóstico da apneia do sono é feito por meio de uma avaliação clínica detalhada, complementada por exames específicos. O principal exame utilizado é a polissonografia, que permite monitorar diversas funções corporais durante o sono, como a atividade cerebral, os movimentos oculares, a atividade muscular, a frequência cardíaca, os níveis de oxigênio no sangue e os padrões respiratórios.

Esse exame pode ser realizado em laboratórios do sono especializados ou, em alguns casos, no conforto da casa do paciente com o uso de equipamentos portáteis.


Importância de tratamento

A importância do tratamento está diretamente ligada à prevenção de complicações graves que podem surgir quando a apneia do sono não é tratada adequadamente. Entre os riscos mais comuns estão a hipertensão arterial, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes tipo 2, depressão e uma considerável queda no desempenho profissional e acadêmico. Identificar e tratar o distúrbio é essencial para preservar a saúde física, mental e a qualidade de vida como um todo.

Conclusão

A apneia do sono é uma condição séria que afeta a saúde e o bem-estar. Reconhecer os sintomas e buscar diagnóstico precoce são passos fundamentais para um tratamento eficaz.​

Se você suspeita que pode estar sofrendo de apneia do sono, consulte um profissional de saúde especializado.

Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
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