Gabriella Bueno • 28 de outubro de 2025

O papel do fonoaudiólogo na adaptação auditiva

Muito além da tecnologia: o cuidado humano

Quando pensamos em aparelhos auditivos, é comum imaginar apenas a tecnologia por trás deles. Mas o verdadeiro diferencial na adaptação não está apenas no dispositivo, está no trabalho dos fonoaudiólogos, que acompanham cada paciente de forma individualizada.


É esse profissional que transforma um aparelho em uma solução de vida, ajustando não só os sons, mas também o processo de aceitação, adaptação e bem-estar.


O que o fonoaudiólogo faz no processo de adaptação?

Após a indicação médica para o uso de aparelho auditivo, é o fonoaudiólogo quem assume o protagonismo no processo. Seu papel envolve:


  • Seleção do modelo ideal: com base nos exames e no perfil do paciente, a fonoaudióloga avalia se o aparelho será intra-auricular, retroauricular, recarregável, com conectividade etc.

  • Programação e ajustes finos: cada aparelho é configurado para atender às necessidades auditivas específicas do paciente.

  • Acompanhamento próximo: os primeiros dias de uso podem trazer estranhamentos, como a percepção de novos sons. A fonoaudióloga ajusta o aparelho conforme o relato do paciente.

  • Orientação e acolhimento: além da parte técnica, a fonoaudióloga escuta as dúvidas, oferece segurança e motiva o paciente a continuar o processo.

O desafio da adaptação

Adotar um aparelho auditivo é uma jornada. Exige paciência, persistência e suporte. No início, alguns pacientes podem sentir estranheza com a própria voz, sobrecarga de sons ambientais e dificuldade em lidar com situações de muito ruído.

É nesse momento que a presença de um fonoaudiólogo é essencial: para ajustar, explicar, tranquilizar e mostrar que cada etapa faz parte do processo natural de adaptação.


Família e fonoaudiologia: uma parceria importante

A adaptação não acontece de forma isolada. O envolvimento da família e da rede de apoio contribui para que o paciente se sinta mais confiante.


O fonoaudiólogo orienta também os familiares, ensinando estratégias de comunicação que tornam a convivência mais leve e inclusiva.


Conclusão

Os profissionais de fonoaudiologia são a ponte entre a tecnologia e a vida real. É ela quem garante que o aparelho auditivo não seja apenas um dispositivo, mas uma solução personalizada, feita para devolver qualidade de vida e bem-estar.



Na Auris, você encontra esse cuidado humano aliado à tecnologia de ponta, sempre com atenção, escuta e acompanhamento contínuo em cada etapa da sua jornada auditiva.



Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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