2 de setembro de 2025

Diferenças entre modelos intra-auriculares e retroauriculares

Escolher um aparelho auditivo é mais do que uma decisão técnica, é um passo que transforma a forma como a pessoa se reconecta com o som, com o mundo e com as pessoas ao redor.


Entre as opções mais conhecidas, estão os modelos intra-auriculares e retroauriculares. Ambos cumprem com excelência o papel de amplificar os sons, mas possuem características diferentes que podem se adaptar melhor a perfis e necessidades específicas.


A seguir, explicamos as principais diferenças entre esses dois tipos de aparelho auditivo, lembrando sempre que: a indicação do uso de aparelho é feita pelo médico otorrinolaringologista, mas a seleção do modelo adequado é realizada pela fonoaudióloga, considerando os exames e as particularidades de cada paciente.



Onde cada modelo é posicionado?

  • Intra-auriculares: ficam dentro do canal auditivo. São confeccionados sob medida, a partir de um molde da orelha do paciente, garantindo encaixe confortável e maior discrição.
  • Retroauriculares: ficam atrás da orelha e conduzem o som até o canal auditivo por meio de um tubo ou fio fino. São um pouco mais visíveis, mas oferecem versatilidade e adaptação a diferentes graus de perda.


Estética e discrição

Os intra-auriculares são ideais para quem prioriza a discrição, especialmente nos modelos menores (como CIC e IIC), que ficam praticamente invisíveis. já os retroauriculares ficam mais aparentes, mas os modelos atuais têm design moderno, compacto e confortável, sendo cada vez mais discretos.

Potência, grau e configuração da perda auditiva

Aqui temos uma das principais diferenças:

  • Retroauriculares: oferecem maior potência sonora e grande versatilidade, podendo ser indicados desde perdas auditivas leves até profundas, em diferentes configurações.


  • Intra-auriculares: geralmente recomendados para perdas de grau leve a moderado, já que têm espaço físico reduzido para componentes de alta amplificação. Além disso, é necessário avaliar fatores como a configuração da perda auditiva e o tamanho do conduto auditivo para indicar esse tipo de modelo.

Facilidade de uso no dia a dia

  • Os modelos retroauriculares geralmente são mais fáceis de manusear: têm botões maiores, mais autonomia de bateria e são ideais para quem tem alguma dificuldade de visão ou motora.

  • Já os intra-auriculares, por serem menores, exigem mais destreza manual para inserir no ouvido, trocar a bateria e fazer a limpeza.

Essa diferença é especialmente importante para pessoas mais idosas ou com alguma limitação física.


Conforto e sensação de uso

Por ficarem completamente no ouvido, os intra-auriculares podem causar, nos primeiros dias, uma sensação de ouvido tampado. Mas como são feitos sob medida, a tendência é que o usuário se adapte com o tempo.


Os retroauriculares, por deixarem o canal auditivo mais livre, podem gerar mais ventilação e conforto, principalmente em dias quentes ou para quem tem sensibilidade nessa região.

Recursos e tecnologia

Com mais espaço interno, os aparelhos retroauriculares geralmente têm mais funcionalidades: conexão com celular via Bluetooth, ajustes automáticos em diferentes ambientes, carregamento por base, entre outros.


Os modelos intra-auriculares também contam com tecnologia de ponta, mas, por serem menores, podem ter limitações em recursos mais avançados, como bateria recarregável ou conectividade.

Cada pessoa é única e o aparelho auditivo também

É importante reforçar: não existe um modelo melhor ou pior, mais bonito ou mais potente. Existe o modelo que melhor se encaixa na sua rotina, no seu perfil auditivo e no seu estilo de vida.


Por isso, o primeiro passo sempre deve ser procurar um médico especialista, que realizará os exames auditivos e indicará a necessidade de aparelho e uma fonoaudióloga para selecionar o modelo mais adequado, baseado nos exames e no perfil do paciente. Além disso, o suporte e acompanhamento de uma equipe faz toda a diferença, por isso, na Auris, oferecemos um teste de 30 dias sem compromisso você pode contar com a Auris para te acompanhar em todo o processo de adaptação, com atendimento humanizado, escuta atenta e suporte contínuo.


A decisão entre
intra-auricular ou retroauricular é apenas uma parte do processo. O mais importante é que você se sinta confortável, seguro e bem acompanhado em cada etapa da jornada auditiva.


Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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