Gabriella Bueno • 28 de janeiro de 2026

A diferença entre conforto e desempenho: como saber se você está realmente evoluindo

Quando alguém começa a usar um aparelho auditivo, é comum ouvir comentários como: “Está confortável”, “Não incomoda”, “Ficou bom assim”.
O conforto realmente importa  ele é parte essencial do início da adaptação.
Mas existe algo ainda mais importante para garantir que a experiência auditiva seja completa: o desempenho.

Conforto significa que o som não está alto demais, não está irritando e não causa estranheza. Desempenho, por outro lado, é quando o paciente realmente consegue entender melhor a fala, participar das conversas com mais naturalidade e sentir que a audição faz sentido no dia a dia. É o desempenho que traz autonomia, segurança e qualidade de vida.


Por que conforto não é sinônimo de evolução

Nos primeiros dias, é natural que o cérebro prefira sons mais suaves. Depois de muito tempo ouvindo pouco, qualquer estímulo diferente pode parecer demais.
Por isso, a adaptação começa com um ganho menor e vai aumentando gradualmente, de acordo com a resposta de cada pessoa.

Mas se o processo parar no “suave e confortável”, o cérebro não recebe todas as informações de fala necessárias, e o paciente pode continuar com dificuldade para acompanhar conversas, especialmente em ambientes ruidosos.

Ou seja: o som pode estar agradável, mas insuficiente.


O que significa desempenho auditivo?

Desempenho é quando o aparelho:

  • melhora a compreensão da fala;
  • reduz o esforço para ouvir;
  • facilita a comunicação no trabalho e em família;
  • ajuda o paciente a ouvir detalhes que antes passavam despercebidos;
  • diminui a fadiga auditiva.

É desempenho quando o paciente sente, na prática, que está vivendo melhor, não apenas ouvindo sem incômodo.


O papel do mapeamento de fala nessa evolução

Para garantir desempenho e não só conforto, a fonoaudióloga precisa validar, de forma objetiva, se o paciente está recebendo todas as frequências da fala. É isso que o mapeamento de fala faz.

Com um microfone sonda no canal auditivo, o exame mostra se:

  • o aparelho está amplificando corretamente cada frequência;
  • o som está chegando com clareza;
  • o volume está seguro e eficiente;
  • as metas auditivas foram realmente atingidas.

Ele evita que o paciente receba “som de menos”,  algo comum quando o foco está apenas no conforto.


Como saber se você está evoluindo de verdade?

Alguns sinais claros:

  • Está entendendo mais do que antes.
  • Participa das conversas com mais naturalidade.
  • Sente menos cansaço ao ouvir.
  • Percebe melhora em ambientes desafiadores.
  • Seus familiares notam sua evolução.
  • Os ajustes semanais trazem melhorias reais.

E, claro: o mapeamento confirma se tudo está no caminho certo.

Na Auris, conforto é o começo, o desempenho é o objetivo

A adaptação auditiva é construída aos poucos, com ajustes finos, orientação, escuta atenta e acompanhamento próximo.

A Auris acompanha cada etapa dessa jornada para garantir que o paciente não receba apenas um som agradável, mas uma audição funcional, clara e significativa.

Porque a diferença entre “ouvir” e viver o som está no desempenho, e nisso, a Auris caminha ao seu lado.


Por Gabriella Bueno 28 de janeiro de 2026
O ambiente pode ajudar ou atrapalhar a ouvir bem Muitas dificuldades de comunicação não têm nada a ver apenas com a perda auditiva: elas têm relação com o ambiente. Mesmo pessoas sem perda podem sofrer em locais com: eco, reverberação, ruídos constantes, poucos materiais acústicos. Para quem tem perda auditiva, essas condições se tornam ainda mais desafiadoras. Criar um ambiente “auditivamente amigável” é, antes de tudo, criar um ambiente de inclusão, onde todos conseguem participar da conversa com conforto. Por que alguns ambientes são tão ruins para ouvir? Ambientes hostis auditivamente costumam ter: superfícies duras (vidro, piso frio, paredes lisas) que refletem som; pouco isolamento acústico; ruídos externos constantes; máquinas, ventiladores, impressoras ou ar-condicionado barulhento; disposição de móveis que não favorece a comunicação. O resultado é simples: o som se mistura, se espalha e dificulta a compreensão da fala. Isso aumenta o esforço cognitivo e pode gerar cansaço, irritação e perda de foco, tanto em casa quanto no trabalho. Como criar um ambiente auditivamente amigável em casa Pequenas mudanças fazem grande diferença: 1- Use materiais que absorvem o som Tapetes, cortinas grossas, almofadas e estantes de livros reduzem eco e reverberação. 2- Evite superfícies totalmente lisas Mesas de madeira, paredes com quadros e móveis estofados ajudam a equilibrar o ambiente sonoro. 3- Organize a disposição dos móveis Coloque poltronas e sofás de forma a permitir que todos se vejam, isso facilita leitura labial e pistas visuais. 4- Diminua ruídos domésticos Fechar portas durante conversas, desligar a TV ao conversar e evitar múltiplos sons simultâneos ajudam muito. 5- Prefira iluminação boa A comunicação não é só auditiva, é visual também. Boa luz ajuda a “complementar” a compreensão. Como melhorar o ambiente de trabalho Ambientes corporativos são grandes vilões auditivos, mas podem ser ajustados: 1- Evite salas totalmente abertas Ambientes open office são ótimos para interação, mas péssimos para acústica. Use divisórias ou ilhas de silêncio. 2- Escolha salas com menos eco para reuniões Salas com cortinas, tapetes ou painéis acústicos são mais confortáveis. 3- Garanta boa iluminação Facilita leitura labial e expressões faciais. 4-Tenha políticas de “ruído consciente” Fechar portas de salas barulhentas, reduzir volume de equipamentos e delimitar áreas silenciosas. 5- Use microfones em reuniões grandes Isso inclui encontros online. Todos ganham clareza, especialmente quem tem perda auditiva. Por que isso importa? Ambientes auditivamente amigáveis: reduzem esforço auditivo, diminuem fadiga mental, melhoram foco e produtividade, aumentam inclusão, diminuem ansiedade em conversas, favorecem pessoas com e sem perda auditiva. Ou seja: ouvir bem não é só uma questão individual, também é uma questão de ambiente. E como a Auris entra nisso? Na Auris, a equipe orienta cada paciente não apenas sobre aparelhos, mas sobre como na adaptação em condições reais para compreender melhor a fala, em casa, no trabalho e na vida social. Os aparelhos auditivos fazem parte da solução, mas o ambiente e o contexto também influenciam profundamente no dia a dia. Com um acompanhamento atento, ajustes personalizados e orientações práticas, a Auris ajuda o paciente a construir espaços mais acolhedores para o som e, consequentemente, para as relações.
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